Implantação 5G: desafios para as redes de transporte

A chegada da 5G ao Uruguai é iminente, com o leilão do espectro de radiofrequência logo ao virar da esquina.
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Além das mudanças que estão vindo no nível de acesso à rede (ou seja, o sinal emitido pelas antenas distribuídas pelo país que permitem aos celulares navegar na internet e fazer chamadas), também é necessário que as redes de transporte (aquelas que transportam o tráfego das estações ou bases de rádio até as profundezas da infra-estrutura) se preparem para a chegada de 5G. Neste artigo, olhamos para alguns dos desafios futuros.

Novos usos e necessidades

Em primeiro lugar, espera-se que a taxa de transferência de dados aumente significativamente. Por um lado, espera-se que o número de dispositivos que serão conectados à rede aumente, já que o número de conexões máquina-a-máquina (M2M) através de redes móveis está crescendo de forma constante no país e no mundo.

Por outro lado, a expansão de 5G permitirá novos casos de uso que requerem a troca de volumes maiores de informação, por exemplo, condução autônoma ou aplicações de realidade virtual ou aumentada.

Isto coloca as redes de transporte sob tensão, e o crescimento das ligações será significativo, portanto, a escalabilidade da rede deve ser assegurada. Será cada vez mais necessário integrar tecnologias de transporte óptico (como o DWDM) em redes para atender a um grande número de usuários com necessidades crescentes de volume de dados.

Conduzindo telemedicina com 5G

5G

Continuando com novas aplicações, vamos pensar em outras possibilidades que a 5G traz consigo. Desde a pandemia, a telemedicina tem visto um grande impulso, e é razoável supor que esta tendência continuará nos próximos anos.

Hoje, as teleconsultas são bastante difundidas, mas por que não imaginar no futuro o acesso universal a especialistas cirúrgicos em qualquer parte do mundo? Imagine, por exemplo, um profissional operando em um paciente a milhares de quilômetros de distância, mesmo do outro lado do oceano, usando um robô. Que qualquer um possa acessar isso parece incrível, mas ao mesmo tempo traz novos desafios para as redes.

O que as redes precisam melhorar para garantir a qualidade dos novos usos?

O primeiro desafio que podemos mencionar é que as redes devem ter alta disponibilidade e capacidade de tolerar múltiplas falhas, ao mesmo tempo em que continuam a fornecer conectividade a seus clientes. É importante, portanto, que os dados dentro da rede tenham vários caminhos protegidos para fluir. Ninguém gostaria de ser operado por um robô se houvesse a possibilidade de ele perder a conectividade com o médico que o opera remotamente.

Na mesma linha, a latência (o tempo que os dados levam para viajar através da rede até seu destino em ambas as direções) deve ser reduzida ao mínimo. A telemedicina e as aplicações mencionadas acima requerem uma resposta quase instantânea aos eventos, portanto, o "atrito" deve ser minimizado. Os operadores precisarão distribuir centros de processamento e aproximá-los dos usuários, mas também precisarão ter conexões em boas condições operacionais, com tecnologias que sejam tão confiáveis e robustas quanto possível.

Finalmente, uma coisa em que os operadores precisarão se concentrar é a segurança. Proteger as informações e a infra-estrutura dos usuários é uma necessidade, pois cada vez mais vamos integrar o uso de redes na vida cotidiana. Basta imaginar que o robô que está nos operando ou nosso carro pode ser comprometido ou adulterado durante a operação para que nossos cabelos fiquem de pé. Todas as partes da rede terão que ser protegidas, incluindo o transporte.

Há vários desafios pela frente com a chegada de 5G ao país. Com um mercado reduzido e a mobilidade que os usuários têm desde a implementação da portabilidade numérica, é essencial que os operadores se preparem para eles. A longo prazo, quem puder melhorar a qualidade da experiência do usuário será o mais beneficiado.


Por

Andrés Burel, líder de engenharia da Telco & Smart Cities.

Andrés é formado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade ORT (Uruguai). Ele tem mais de 10 anos de experiência em telecomunicações e tem trabalhado para fornecedores e prestadores de serviços. 

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